Por que não usamos óleos vegetais refinados como soja, milho e canola?

Por que não usamos óleos vegetais refinados como soja, milho e canola?

Os óleos vegetais refinados estão presentes em grande parte dos alimentos industrializados e até em cozinhas do dia a dia. Durante décadas, foram promovidos como opções “leves” e até “mais saudáveis”.

Mas será que essa reputação ainda se sustenta quando olhamos mais de perto para como esses óleos são produzidos e como se comportam no organismo?

Neste artigo, explicamos por que evitamos óleos como soja, milho, canola e girassol — e quais são as escolhas que fazem mais sentido dentro de uma alimentação baseada em comida de verdade.


O que são óleos vegetais refinados?

Óleos como soja, milho, canola e girassol passam por processos industriais intensos antes de chegarem ao consumidor.

Esses processos geralmente incluem:

  • Extração com solventes químicos
  • Refino em altas temperaturas
  • Desodorização
  • Branqueamento

O resultado final é um produto altamente processado, com características muito diferentes da matéria-prima original.


O problema do ultra processamento

Ao contrário de alimentos minimamente processados, esses óleos passam por múltiplas etapas industriais que podem impactar sua qualidade nutricional.

Além disso, o uso de altas temperaturas e processos químicos pode levar à formação de compostos indesejáveis.

Isso levanta um ponto importante: nem toda gordura é igual — e o nível de processamento importa.


Gorduras instáveis: o impacto do calor e da oxidação

Um dos principais pontos de atenção nesses óleos está na sua composição.

Eles são ricos em gorduras poli-insaturadas, especialmente ômega-6. Embora esse tipo de gordura não seja necessariamente “ruim”, o problema está na sua instabilidade.

Essas gorduras:

  • Oxidam facilmente quando expostas ao calor, luz e oxigênio
  • Podem gerar compostos inflamatórios quando degradadas
  • São frequentemente utilizadas em preparações de alta temperatura

A oxidação lipídica está associada a processos inflamatórios que podem impactar o metabolismo e a saúde cardiovascular ao longo do tempo.


Desequilíbrio entre ômega-3 e ômega-6

Outro ponto relevante é o impacto desses óleos no equilíbrio de ácidos graxos da dieta.

A alimentação moderna já tende a ser rica em ômega-6 e pobre em ômega-3. O consumo frequente de óleos vegetais refinados pode intensificar esse desequilíbrio.

Esse cenário está associado a:

  • Inflamação crônica de baixo grau
  • Resistência à insulina
  • Possíveis alterações hormonais

Mais do que eliminar completamente um nutriente, a chave está no equilíbrio e na qualidade das fontes.


Quais gorduras fazem mais sentido?

Dentro de uma abordagem mais alinhada com comida de verdade, priorizamos gorduras menos processadas e mais estáveis.

Na Veritá, nossas escolhas incluem:

  • 🥥 Óleo de coco
  • 🫒 Azeite de oliva extravirgem

Essas opções passam por menos etapas industriais e apresentam maior estabilidade, especialmente quando utilizadas de forma adequada.


Comida de verdade começa nos detalhes

Escolher bons ingredientes vai muito além de macronutrientes ou calorias. Envolve entender origem, processamento e impacto no organismo.

Evitar óleos vegetais refinados é uma das decisões que refletem esse cuidado.

Na Veritá, cada escolha tem um propósito: oferecer produtos que respeitam a qualidade dos ingredientes e contribuem para uma alimentação mais consciente.


Conclusão: o que considerar no dia a dia?

Se você busca melhorar sua alimentação, vale observar não só o que você come — mas também em que tipo de gordura esse alimento foi preparado.

Pequenas mudanças, como substituir óleos refinados por opções mais naturais, podem fazer diferença ao longo do tempo.

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